ADP (variação de empregos) acima do esperado sedimenta expectativas de Tapering em Novembro.

O mercado recebeu com certa surpresa que os dados ADP de variação de emprego dos EUA vieram bem acima do esperado, o que praticamente sedimentou o início do Tapering em Novembro.

As folhas de pagamentos privadas registraram um salto maior do que o esperado em setembro

Os EUA criou mais empregos do que o previsto no mês de setembro, a maior variação positiva desde junho, demonstrando a forte recuperação da economia americana, mesmo sofrendo com a variante delta.

Os dados demonstram ainda que os problemas de contratação que as empresas estavam encontrando na retomada e reabertura da economia estão diminuindo à medida que mais americanos estão dispostos a retornar ao mercado de trabalho, que seja porque estão seguros (vacinados, diminuição da crise sanitária, reabertura das escolas, etc.), quer seja pela redução e retirada dos benefícios federais aumentados de desemprego em 6 de setembro.

No entanto, vale destacar que, apesar da fortíssima recuperação da economia americana, ainda levará mais tempo para alcançar uma recuperação total do mercado de trabalho – emprego total medido por permanece bem abaixo dos níveis pré-pandêmicos.

Além disso, vale lembrar que os dados ADP vêm antes do Payroll, que atualmente está previsto para mostrar que os EUA adicionaram 450.000 empregos privados em setembro, o que pode demonstrar uma aceleração na criação de empregos e pode apontar para um forte relatório de payroll de setembro.

Embora o dado seja positivo, ele criou turbulência no mercado hoje. Isso porque, além de ter saído bem acima do previsto, ele também cimentou as expectativas de que o Federal Reserve começará a reduzir as compras de títulos no próximo mês (novembro).

Essa redução de compra de títulos, que o mercado tem chamado de “Tapering“, já havia sido anunciado pelo Jerome Powell que poderia iniciar já em novembro a depender da evolução do mercado de trabalho americano.

Como os dados vieram bem positivos e o payroll deve seguir a mesma linha, os analistas esperam que o FED anuncie planos para cortar seu programa de compra de ativos no início de novembro, também como forma de controlar a crescente pressão inflacionária que assola o mundo todo.

Nesse momento de pós-pandemia, no qual os mercados e os investidores ficaram viciados e dependentes de injeção de estímulos econômicos atrás de estímulos econômicos, dados positivos de emprego, melhores do que esperado, acabam se tornando um fator extra de volatilidade e de queda para as bolsas. Esse parece ser o novo normal do mercado financeiro!

Bons investimentos! Até próxima.

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